sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Capítulo I - Aspecto


Os vivos testemunham mas os mortos não contam estórias. Mas o que é está realmente morto? Há muito não pertenço mais ao plano de vocês, mas se minha superfície é completa e a de vocês limitada então isso significa que vocês é quem estão aprisionados para a verdadeira vida. Pois estão de olhos abotoados para a ETERNIDADE.

Então quem sou eu? Quem é essa figura que diz conhecer a eternidade e agora disserta com vocês através dessa obra? Eu sou uma intenção honrada, um espírito advogado, venho sempre quando ela me chama.

Capítulo II – A Aparição

Ela era uma garota dessemelhante, relatava magia a um universo de cegueira e incredulidade. No íntimo da circunstância, sete anos de idade.

A caatinga é um lugar candente. Queimadas são uma atividade corriqueira e incêndios são constantes, e a Ana já via coisas que a maioria não vê. E assim foi, eu compartilhei a aparição...

- Capim seco pega fogo e o fogo pega o capim, meu amor eu pego fogo se você tocar em mim...

As chamas varriam o céu, o sol do meio dia era cumplicidade e o vento seco seguia a harmonia, uma verdadeira visão do inferno.

-Loucura! Essa menina está louca! Avaliou a D. Josefa

-Não fale mais essas coisas Ana, somos pobres mas acreditamos em Deus. argüiu o pai mais ponderado.

Difícil aceitar o fabuloso por que ele é simples como as crianças. Não era só um vislumbre era uma previsão. Mas não era o caráter acreditar em devaneios de crianças amalucadas quando existem dois eloqüentes lideres religiosos realizando o papel de profetas/conselheiros. E a situação ficou ainda mais maníaca quando o médico da cidade deu seu diagnóstico.

- A filha de vocês está cheia de vermes mas eu já passei o licor.

Seu Gavião era um índio manso, um vivo de grande sabedoria, e possuía o costume desusado de encosta o ouvido no chão para segundo ele ouvir missa em Roma, mas sua simplicidade o impedia de perceber que ele podia ouvir bem mais longe

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